30.10.08

Romântica/estúpida incurável II

Aqui contei que tinha deixado um origami no carro da minha cara-metade. Esse origami sofreu uma inundação e andou que tempos colado ao vidro do carro, quando eu achava que não tenha resistido. Mas havia um pico de dúvida em mim: não teria resistido ou ele não em teria contado que tinha recebido um bilhete amoroso? Porque gosto destas coisas de bilhetes de amor, deixei um novo origami, desta vez com esta imagem:


Quando chegou a casa eu já lá estava, olhou para mim e disse que me ia perguntar uma coisa e que eu tinha de ser sincera: és tu que deixas bilhetes no meu carro? A minha vontade era de rir à gargalhada, mas contive-me e fiz um ar furioso perante a ideia de lhe deixarem recadinhos amorosos. Vociferei: putas! Deixou passar um bocado, abraçou-me e perguntou se não era mesmo eu. Justificou: é que se fores tu, adoro. Adoro a ideia de "andares atrás" de mim. Se não fores não acho piada nenhuma. Remeti-me a um silêncio curto e repeti, putas!

Não quis contar já. É que assim deixa de ter graça deixar mais recados. Vou só dar mais um tempinho para ir lá deixando os versos mais românticos. Depois tenho de me confessar.

28.10.08

Vá alguém entender os homens

É simples como dois e dois são quatro. Se ele não disser nada, significa que está a esconder alguma coisa, ainda que não tenha feito nada nem esteja a esconder coisa nenhuma. Assim sendo, não dizendo nada, por não ter feito coisa nenhuma, já está a fazer alguma coisa que não devia, por isso deve dizer que não fez coisa nenhuma em vez de estar calado, com ar de omisso, mais parecendo que está a ver se se esquiva.

E ainda dizem que as mulheres são difíceis de compreender!

Verdade #33

Quando for crescida, quero ser feliz. Quero sentir-me realizada e ter um sorriso na cara com frequência.

27.10.08

Nextinvest II

É bom saber que se trabalha neste país. E que nos dão conhecimento das diligências! Sobre o post da nextinvest:

Encarrega-me a Exma. Senhora Inspectora-Geral de reencaminhar, para V. Exas., o correio electrónico, de 24 de Outubro de 2008, remetido pela exponente Poisoned Apple, por se tratar de matéria que se insere no âmbito de competências da Inspecção-Geral de Trabalho (ora Autoridade para as Condições de Trabalho).

Subscrevemo-nos, com os nossos melhores cumprimentos,

IGMTSS.


Pois portanto, ninguém me disse "é legal, não tem nada com que se ralar". Aha! Dever de cidadã cumprido.

24.10.08

Odeio praxes


Lembro ainda do meu primeiro dia no ensino superior, ia a subir as escadas e vem uma criatura mais nova que eu, oleosa, com acne tardio e pêlos da barba que não viam gillete para não sair de um simples shaving esquartejado, cheio de canetas grossas na mão: "aha! tu és do primeiro ano!", obtendo como resposta um suspiro que o ridicularizou e um "poupa-me, sou do terceiro". Nunca esqueci aqueles olhos arregalados perante a possibilidade de rabiscar uma menina.
Estará o animal melhor da tromba?

22.10.08

Romântica/estúpida incurável

Lá nos cruzámos outra vez e sorriste num nervoso evidente. E eu acho sempre que quem não deve não teme, quem não gosta não treme. E não fazias ideia que levava na mala um coração de papel, vítima de dobragens, um origami de coração com abertura para deixar um mensagem. Quando saísse ía deixá-lo no carro na esperança de suspeitares de mim e, se assim o coração te ditasse, me contactasses. E assim o fiz, encostei o meu carro, saí a correr na chuva, prendi o origami vermelho ao limpa pára-brisas e desapareci com medo de ser apanhada. Nele, a mensagem dizia:

Wine comes in at the mouth
And love comes in at the eye;
That's all we shall know for truth
Before we grow old and die.
I lift the glass to my mouth,
I look at you, and I sigh.

Yeats

Não era preciso. Em menos de nada e sem que tivesses visto o que estava preso ao carro já me procuravas. Estivémos em sintonia. Entretanto choveu a cântaros, o origami que não me questionaste eventual origem deve ser apenas uma pasta de papel. E convidaste-me para jantar. Mas eu tenho de dizer, o origami foi tão difícil de fazer!

21.10.08

Cansaço

No fim do mês passado o meu superior hierárquico retirou-se de funções. Chorei com uma Madalena perdida, ouvi uns melhores elogios, palavras de encorajamento e agora estou a definhar. Com esta saída, fiquei com o dobro do trabalho sem receber por dois, com competências de dirigente sem mandar em coisa nenhuma, mais responsabilidade e apenas uma palmadinha nas costas. O meu telefone pessoal está sempre no silêncio e o de trabalho toca 24 horas por dia, isto diz tudo da minha vida.

Fora estes aspectos, que não seriam nada se não fosse o actual ambiente de trabalho, travo uma luta diária para não descompensar, para não insultar a falta de bom senso do homem que assina os cheques, a incompetência e negligência de quem o acompanha. Por outras palavras, é impossível fazer um bom trabalho. E eu prefiro chegar estoirada ao fim de um dia de 10 horas de trabalho do que andar enervada atrás das pessoas a lembrar-lhes que têm de cumprir a sua obrigação e agradecer antecipadamente que não me percam os documentos no buraco negro que é aquele andar.

Assim sendo, com o desespero a tomar conta de mim, com as lágrimas a assomar-se e o sono que há muito deixou de ser tranquilo, alguém conhece quem precise de uma relações públicas/elemento para gabinete de comunicação?

20.10.08

Vacas, rameiras, pêgas e afins...

Com tanta vaca em Lisboa e vão pôr uma na A2...

17.10.08

Verdade #32

Foi fechado um lar de idosos que nas traseiras da infra-estrutura albergava uma plantação de cannabis. Coitadinhos dos velhinhos. E eu, que no estado em que ando já fumava uns charritos para descomprimir e, quem sabe, rir como uma perdida. Fazia falta sim senhor.

16.10.08

Consultório #13

É sempre interessante receber um pedido de ajuda de um leitor do sexo masculino.

"Como falámos ontem, desculpa estar a recorrer a ti… mas tenho-te como uma boa conselheira do coração, por aquilo tenho podido ler no teu blog. Com o conhecimento que tens em questoes amorosas (não só o teu, mas como aquele que adquires no blog de outros leitores ), pergunto-te se é normal ao fim de 6 meses ou coisa do género deixarmos de sentir aquela chama pela pessoa com quem estamos. E refiro-me exclusivamente à chama física. É a primeira vez que vivo com uma pessoa, temos vivido e estado juntos todos os dias nos últimos 6 meses. Continuo a gostar imenso dela, dou cada vez mais valor à pessoa que tenho pois não se encontra alguém com quem nos identificamos em quase tudo todos os dias. Mas por outro lado, nao sinto aquela chama física que sentia antes. Pergunto-te se é normal ou não.

Eu admito que sim, pois olho para os meus pais, para casais que estão há muito tempo juntos e nao vejo chama fisica nenhuma, poucos são aqueles que se beijam, que mostram sinais de afecto físico, etc. Como sabes estive single durante 28 anos. Obviamente ganhei hábitos que não se perdem facilmente. É dificil deixar totalmente a veia de sedutor, de olhar para mulheres atraentes na rua, de ter um desejo quase insaciável de seduzir o sexo feminino, mesmo que nada se possa passar, só mesmo para me sentir vivo. Portanto a questão é a seguinte: será que existe alguém pela qual exista uma paixão física por anos e anos ou isso é utópico?".

Caríssimo R., apanhaste-me em falta. Tenho estado estes dias todos a pensar no que te responder e a verdade é que não sei bem o que te dizer. Falta-me a experiência da vida a dois, falta-me vestir a pele masculina, pelo que apenas posso calcular. Se gostas tanto dessa pessoa como afirmas, não percebo as questões que te colocas. Talvez sejamos apenas diferentes, talvez sejamos apenas de sexo diferente. É difícil responder a isto sem a experiência de alguma vez ter vivido com alguém, o que apenas me permite basear a resposta na minha experiência amorosa. Como sabes tive namoros longos, sou de investir a longo prazo e não o contrário. Nesses namoros de anos, ainda que não tenha dividido um tecto, criei laços fortes, senti, como tu, que me identificava em tudo todos os dias, mas nunca me aconteceu perder a chama física. Se aconteceu a alguma das outras partes, nunca se manifestaram nesse sentido, com ou sem intenção.

Como sabes, o amor é tudo aquilo que me move e, assim sendo, enquanto esses sentimentos existem não compreendo a necessidade de olhar para os lados e menos ainda a diminuição da chama que referiste. Tenho consciência que com a chegada das crianças, das contas para dividir, da casa para partilhar, dos amuos que obrigam a dividir a cama quando a vontade era sair porta fora e ir dormir para casa dos velhos tempos, as coisas podem mudar e muito. Não sei como vai ser comigo, mas sei que sou uma pessoa muito emocional. Vejo esses stresses acontecerem mais rápido com a outra parte do que comigo, mas isto é apenas uma suposição, pode ser que até vire um bicho.

Não sei que razões te podem levar a sentir o que descreveste. Sei que és homem, que viveste pouco tempo de uma relação séria, que não tens uma necessidade interior de assentar e que tens uma constante ânsia de novidade. E uma coisa é certa, a novidade com o tempo perde-se. É óbvio que entre os teus pais a novidade é coisa que praticamente não existe, mas acredito que ao fim de tantos anos de casamento exista um confiança imensa, um amor sólido, companheirismo, uma união que tem de carregar muito diálogo.

No fundo, não sei se te referes à paixão que tende a desaparecer com o tempo, dando lugar ao amor. As paixões tiram-nos do sério, não dão espaço a pensar em mais nada, fazem frio no estômago, deixam-nos o dia com ansiedade para que chegue a noite e poder estar com aquela pessoa. Ao fim de 10, 20, 30 anos de casamento estas coisas não existem, mas existem outras que, pessoalmente, prefiro. Por isso, uma enorme paixão física como existe no primeiro mês a prolongar-se uma vida inteira é coisa de filme e alguns livros.

A minha resposta é no fundo uma não-resposta. Lamento não saber bem o que te dizer, mas acredito que muitos homens que me lêem te possam dar uma ajuda mais valiosa que a minha. Uma coisa é certa, a sinceridade, o cuidado que estás a ter ao questionar-te em vez de partir imediatamente para outra, nos dias que correm é de se tirar o chapéu.

13.10.08

Live

Que neura. Parece que as coisas boas só acontecem aos outros. Enquanto os meus problemas se multiplicam, alguém do outro lado do mundo está muito feliz. Toda a gente sabe que os directos têm um grande senão, os imprevistos. Foi o que aconteceu num canal televisivo lá para as terras do tio Sam, quando a pivot do canal TV KAMC do Texas, Emily Leonard, enquanto debitava as notícias do dia, live, viu o estúdio ser invadido pelo boyfriend Matt Laubhan. O gajo ajoelha-se, estende a caixinha de veludo com um anel de brilhantes e cá vai alho:

- Will you marry me?

E assim ficam milhões de americanos e uma portuguesa de lágrima no olho que nem uma porra de um chocograma recebe. Nada! Niente! Porca miséria.

Sim. Felicidades à pivot e ao menino do tempo do canal concorrente.

Verdade #31

O amor é aquilo que dá sentido à minha vida, é aquilo que me dá alegria. Mas é também aquilo que me tem trazido as maiores tristezas, angústias e desgostos. Dois lados para uma mesma coisa.

9.10.08

Casa comigo!

O casamento homossexual vai ser discutido e votado pela Assembleia da República amanhã, dia 10 de Outubro 2008, através de dois projectos de lei do Bloco de Esquerda e dos Verdes, que prevêem a alteração do artigo 1577 do Código Civil, que define o casamento como um contrato "entre duas pessoas de sexo diferente".

A Poisoned Apple não podia ser mais a favor. A lei é contraditória, se por um lado a Constituição Portuguesa proíbe a discriminação com base na orientação sexual, essa mesma discriminação existe na própria lei quando se prevê que o casamento apenas pode acontecer "entre duas pessoas de sexo diferente". E há alguém que tenha dúvidas que o amor que une dois homens ou duas mulheres não seja igual ao que une um casal heterossexual? Esta é uma questão que roça aquilo que veio acontecer no referendo à interrupção voluntária da gravidez. A mim não me interessa quem vai abortar ou não, a mim interessa-me que quem o quer fazer, tenha a liberdade de o poder fazer.

Se somos todos iguais perante o Estado, independentemente da religião, da classe social, da cor e da orientação sexual, então aqueles que escolheram amar alguém do mesmo sexo também devem ser protegidos pelo Estado na igualdade, na justiça e na liberdade, caso contrário, terá continuidade a discriminação sexual que, por acaso, como disse, é proibida na Constituição Portuguesa.

E vem a Igreja Católica dizer que o casamento homossexual não receberá a aprovação dos mesmos. Oi? Hello? Correndo o risco de me ser reservado um lugar no Inferno, alguém os chamou? A proposta de lei não é o casamento civil? Então não venham para cá mandar bitaques. O casamento é para procriar. Ai sim? Então e eu mulher sou alguma máquina parideira, uma incubadora para gerar novos seres humanos? Onde pára o amor? E os casais que têm um elemento estéril? Ah, esses podem casar na mesma, a questão de procriar já não se aplica. É conforme dá jeito. E os casais que se unem numa faixa etária que não permite a procriação? Também podem. Mas Deus não ama cada ser humano da mesma forma? Então também ama ou bi ou homossexuais! E já agora, sem querer ferir susceptibilidades, e os escândalos homossexuais entre membros da Igreja? Pronto, o melhor é estar caladinha.

Em Espanha, Zapatero afirmou que a nova legislação não existia para gente estranha. Existia para alargar as oportunidades de felicidade de todos, meus e seus vizinhos, meus e seus amigos, meus e seus familiares e dessa forma "construir um país mais decente". Esteve muito bem e partilho da mesma opinião.

Ao negar-se o direito do casamento civil aos homossexuais, diz-se que os sentimentos partilhados por duas pessoas do mesmo sexo que aspiram o matrimónio são de baixo nível, de segunda categoria, pobres, vergonhosos e isso não só é um insulto, como é também uma discriminação (a tal proibida).

A menina da rádio #2

A menina Poisoned Apple é agora convidada regular para participar em debates radiofónicos. Assim, esta noite, pelas 23h15, estarei novamente no Rádio Clube Português, em directo no programa "Ao Fim do Dia", com Alexandre Honrado e Sofia Frazoa, desta vez para falar sobre casamento.

Para ouvir on line clique aqui. Ou através do seu gadget nas frequências, a saber:

8.10.08

A cassete


Nestes últimos anos, motivada por tanto que não sei listar, desgostos, desconfiança, maus exemplos e outros que se têm vindo a multiplicar, tenho dito e afirmado afincadamente: eu não caso! Carrego debaixo da língua um gravador pronto a tocar assim que dispara o tema. Nessa cassete vou pedindo aos amigos que se algum dia anunciar uma boda me apliquem um sonante par de estalos, que é para acordar para a realidade. Nestes ditos últimos anos nunca tive dúvidas dessa minha afirmação e sentia-a em mim como uma (não) vontade inabalável.

A L., a quem eu pedi por favor para não me fazer ir apanhar o ramo de noiva, tem o hábito de me picar com um atiçador dizendo que um dia ainda me pedem em casamento e eu vou gritar histérica "sim!", sem me lembrar daquilo que assegurei perante os outros. E ela tinha razão, talvez por estar mais adiantada que eu. Chegou o dia em que tudo mudou, não sei se da noite para o dia, porque nem dei conta. De repente vi as vontades viradas do avesso, os joelhos tremeram e o arrebatamento daquilo que é o amor, esquecido num armário de memórias ou numa qualquer duvidosa gaveta, me lembrou que afinal é assim que é gostar de alguém. É pensar nele dia e noite, noite e dia, na saudade crescente que é tão boa de matar, na falta que faz logo ali ao lado para contar a novidade, sentir que aquele é "o" sorriso como se não existisse mais nenhum, é a vontade interminável de fazer festinhas, de o fazer feliz, de ver coisas simples ganhar outra dimensão, como dividir meio litro de gelado com a mesma colher e perceber que algo tão trivial é afinal a melhor coisa do mundo. É também o segredo escondido neste texto que, por tudo o que envolve, nunca vou mostrar.

Hoje, o muro não-caso, conforme me dizia a L. que já me conhece há muito, tem vindo a cair aos poucos, apedrejado pelos sentimentos que foram fazendo cair tijolo a tijolo. Não, não fui pedida em casamento. Não, também não mudei de ideias e agora quero casar. Não sou da opinião que o matrimónio mude alguma coisa na vida a dois. Mas a verdade é que há alguém que não me lê, que guardo em mim, que se me pedisse em casamento eu aceitava sem hesitar. Há alguém que muda tudo o que durante que tempos acreditei (não) querer para mim. Há alguém que arrancou a fita à cassete.

Verdade #30

É impressionante como os outros acreditam mais nas minhas capacidades do que eu própria.

3.10.08

"Nunca mais"

Já todos, em determinados momentos dolorosos de nossas vidas, tivémos vontade de proferir palavras desprovidas de auto-estima que mudassem o rumo das situações. "Nunca mais vais encontrar alguém que goste de ti como eu", "nunca mais serás amado", "nunca mais alguém te vai dar como eu dou", "nunca mais ninguém te vai ser fiel como eu sou". É o "nunca mais" com que se tenta provocar o receio na outra parte, amedontrar com a ideia de poder estar a rejeitar o que mais de precioso ainda tem na vida e que, se não se decidir ali mesmo, nunca vai voltar. Mas como nada se perde e tudo se transforma, na tentativa de uma inversão de emoções, poderá dar-se a aproximação e o medo fica lá, o medo da repetição de quem se colocou de joelhos, literalmente ou não.

Podemos ter a sensação de nunca ter dito nada tão verdadeiro, mas na ausência do objectivo atingido, a ira acompanhada do desgosto traz-nos ideias mirabolantes, cruéis e maldosas que não fosse o bom senso, colocaríamos em prática. Como o D., que sente a ira como uma mulher e esvaziou quatro pneus à traidora em plena Lisboa à luz do dia e foi apanhado por um homem de bicicleta com um bebé pendurado numa cadeirinha atrás. Parou. Repreendeu-o. Ameaçou chamar a polícia. O D. explicou, o senhor saiu da bicicleta para dar ajuda.

1.10.08

A Maçã de Eva censurada

Regressámos ao tempo do Estado Novo e ao característico lápis azul. É a loucura e a histeria contemporânea quanto à temática da sexualidade e tudo que a envolve. Hipocrisia poderia chamar-lhe, ou simplificar com a expressão "estupidez", mas o que sinto na verdade é aquele toque no nervo que me faria pegar fogo a tudo e todos.

O meu primo Banana de Madeira está ralado (e eu estupefacta) porque não consegue aceder a este blog. É a política de algumas empresas respeitosas (fingidas) que apelam à razoabilidade (fachada), impedindo o acesso a este blog porque a página tem conteúdo ofensivo e, pasmem-se, para além de negado o acesso foi registado o endereço na base de dados dos ditos.

Primo, quero participar na próxima reunião de conselho.