17.8.14

Praia!

Finalmente, praia, praia! Posso ir à praia! Espero recuperar a frustração deste verão nos próximos dias. E cor, umas cores para poder vestir os meus vestidos brancos, SFF.

E gambas e amêijoas e mergulhos e aquele cansaço bom depois de um dia de sol.





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Almofada de praia, Caia

Óculos de sol, VOGUE (antigos)

16.8.14

Bebés em restaurantes


Escrevi ontem esta frase no facebook do blogue. Dizia apenas "bebés em restaurantes" e era acompanhada de caras de fúria. Era uma simples frase, um desabafo, afinal, achava eu que ninguém gosta de estar num restaurante a ouvir aquela música infernal que é um choro de um bebé.

Mas não só há mães que gostam, como se sentem no direito de impor os seus rebentos com direito a monopolizar tudo (até ao sossego dos outros) num espaço de restauração. Perante algumas respostas, no fundo, vejo que eu é que estava mal e chego a pensar se não serei uma criatura bizarra por não gostar daquela "música" que me rouba prazer à refeição e à companhia.

Embora algumas pessoas tenham compreendido o desabafo (que era só isso, um desabafo), aparecem sempre aqueles comentários que os imagino sempre de punho cerrado na mão.

Eu não duvido que os próprios pais detestem a situação tanto como eu. Não duvido que preferissem que não acontecesse, mas há coisas que fogem do nosso controle. E então, o melhor é não testar e não correr o risco. Se há crianças mais bem comportadas que outras (há, escusam de pensar que são todas lindas e queridas, não são), os bebés então são mais imprevisíveis. Não só são pequenos demais para distrair com um brinquedo, como quando querem chorar, choram e acabou. Durante horas se for preciso. Além disso, até podem estar a chorar de incomodados que estão com o ambiente de barulho de um restaurante.

Mas lendo alguns comentários, eu é que estava mal por não gostar da "música". Um simples desabafo tem logo como resposta um "quero ver quando fores mãe". Quando eu for mãe, não vou impor as minhas crianças, porque as crianças são uma seca, ainda pouco racionais e com pouco sentido cívico que lhes terá de ser ensinado. Mas eu, como adulta, posso tomar essa decisão, que é a seguinte: há onde deixar a criança? Há babyssiter? Vamos. Não há, não vamos, fica para a próxima. Comes with the job.

É que nem é o risco de chorar e incomodar os outros, eu não quereria expor um filho àqueles ambientes de barulho. Para quê? Mas pronto, eu não fico maluca se tiver de jantar em casa. Jantar fora é um prazer, um luxo, e se não for para relaxar por inteiro, para gozar e ter de andar de fraldas e biberons atrás, nem vale a pena. Save the money. Ou então convide-se os amigos para jantar e faz-se uma jantarada em casa, que é divertido na mesma.

Mas diziam alguns que o mal é dos pais. E é verdade. Pensando bem, é a mais pura das verdades. Os bebés choram, é a sua natureza. Os pais não podem evitá-lo, mas podem evitar maçar os outros. Portanto, no risco de incomodar terceiros que não sejam família ou amigos, sim, eu prefiro estar sem criança ou não ir jantar fora. Acresce ainda a hipótese de vir a ter no mesmo restaurante um casal que se ofereceu a noite para namorar deixando uma criança algures e vai levar com a dos outros noutro lado. Isto deve ser de um gajo cortar os pulsos.

Pais deste país, não, as vossas crianças não são adoráveis para toda a gente. As minhas não serão para a maioria, as vossas não são para mim. São adoráveis aquelas que trazemos no coração, que nos dizem algo. As outras são apenas crianças e, algumas, verdadeiros infernos. Que mal tem assumir isto, custa assim tanto?

Desde já, aviso que quando chegar a minha vez posso mudar completamente de ideias e queimar este post, obrigando todos a levar forçosamente com os meus rebentos. Mas não, espero não perder o sentido cívico. Honestamente, duvido que venha a mudar de ideias, tendo em conta as palavras de compaixão dos amigos para com o PAM, imaginando a "gravidez dele" um inferno de 9 meses e afirmando que as crianças vão acabar por ser educadas por uma babá que vai tomar conta delas. Amigos que dizem a verdade não merecem castigo.

Mães-que-são-melhores-que-outras-porque-defendem-os-vossos-filhos-que-nem-sequer-foram nomeados (e de forma impressionante se sentem atacadas por uma post de nada), vocês gostam dos vossos filhos, com todas as forças, mais do que a própria vida, o que quiserem. Mas ao comentar, lembrem-se que para muitos outros não poderiam ser mais indiferentes. Como os meus serão também para vós e outros terceiros. E vá, não é o fim do mundo, o que importa é que eles sejam o vosso/nosso mundo.

É por isso que gosto de restaurantes baby free. Posso ser simplesmente adulta, no meio de adultos, retirar prazer do que estou a fazer sem ser incomodada e sem notar em terceiros. Na verdade não existem restaurantes baby free, mas em alguns não há alma que tenha coragem de aparecer com um. E é maravilhoso.

E além dos restaurantes, procurarei evitar supermercados, viagens, parte das férias, etc. Quando era miúda não ia jantar fora com os meus pais, sabia perfeitamente que havia o espaço dos adultos e dos adultos com os mais pequenos. E isso não me trouxe nada de mau.

Não que todos tenham de o fazer assim, mas na minha forma de ver a vida tem de haver espaço para os adultos e espaço dos adultos com os seus filhos. E não tem de ser um fim de mundo por não querer reduzir a minha vida 100% à maternidade e viver para isso. Eu não sou assim, nunca serei, seria infeliz. Não acho mal quem queira fazê-lo desta forma, de todo, mas caramba, não me condenem por ser assim nem me imponham os vossos bebés, é só isso. Não percebo a complicação excessiva, faz-me sempre sentir que estão numa imersão demasiado profunda no mundo dos mais pequenos e já estão a precisar de novos ares, exactamente aquilo que procurarei evitar: o cansaço e a falta de paciência.

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ADENDA: Não há nada, em nenhum lado, uma frase que diga como devem educar os vossos filhos. Nada. Eu não tenho nada a ver com a educação que dão aos vossos filhos. Este é um texto sobre mim, sobre o que eu faria e aquilo que me incomoda. Nunca abordei pai algum por estar a ser incomodada. E não acredito que bons pais, com dois dedos de testa, conscientes, educados, se incomodem com este texto. Tudo o resto são mães fundamentalistas desejosas por altercações.

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