31.3.15

Um mês a experimentar um anti-manchas



Há pouco mais de um mês, a DERMCLICK presenteou-me com um anti-manchas, a minha preocupação do momento no que toca a cuidados de rosto (idade, ao que obrigas!), dramas sobre o qual escrevi antes.

Foi a primeira vez na vida que usei um produto de cuidados de rosto de manha e à noite, mais de um mês seguido sem falhar. E eu tenho de confessar, a diferença que isso faz! Calculo que sejam como eu, compram um produto, usam um dia, outro dia lá mais à frente e vão passeando por entre a variedade de frascos que habita no WC. É conforme o dia!

Foi também a primeira vez que experimentei um anti-manchas, não conheço outros, mas posso dizer que estou absolutamente rendida a este produto. Ainda bem que mo ofereceram, pois de outra forma talvez não tivesse comprado.

O problema de ter algumas manchas é que nos resignamos à tristeza de as ter e achamos que nada vai resultar, que é dinheiro deitado à rua, fazemos cuidados de limpeza, hidratação e protecção e pronto, rezamos aos santos para que não piore. É óbvio que não estava à espera que este sérum me eliminasse toda e cada mancha num efeito só possível com a regressão de idade ou cirurgia plástica, mas confesso que também não estava à espera de resultados tão bons.

Em duas/três semanas, a pele ficou muito mais uniforme, as manchas foram aclaradas, fiquei com muito melhor aspecto. Mantive os mesmos cuidados de limpeza e hidratação e apenas usei o sérum depois da limpeza, de manhã e à noite, sem falhar.

O resultado para mim é de tal ordem que eu, que não era capaz de sair de casa sem uma base ou um BB cream, que até para o ginásio colocava base em pó para disfarçar as manchas porque me sentia mal, agora sou capaz de sair de casa de cara lavada, sem dramas. E isto para mim é mesmo muita diferença!

O Vinoperfect Sérum Luminosidade Anti-Manchas é um sérum leitoso que previne o aparecimento de manchas, procura corrigir as que já existem, tornando a pele uniforme e luminosa. É completamente oil free e adequado a todos os tipos de pele.

Para quem sofre destes males, também diz ser eficaz na redução das marcas provocadas pelo acne e manchas de pigmentação provocadas pela gravidez.

Além disso, a Caudalíe é contra testes em animais, os bichos foram protegidos.

Da minha parte, este é um produto que continuará a fazer parte do meu dia-a-dia. Confesso que não estava à espera de grande coisa, mas acabei mesmo contente com os resultados. Recomendo! E façam como eu, com disciplina de manhã e à noite. A diferença é evidente.





A Dermclick é uma loja online que tem os produtos de cosmética que estamos habituadas a encontrar na farmácia, mas com preços mais baratos, já que não têm os custos de ter uma loja de rua.

30.3.15

Voltar aonde se é feliz: o BOOK






Todos devemos voltar ao lugar onde fomos felizes e o BOOK é um deles.

Fui a este restaurante no Porto o ano passado. Na altura escrevi aqui, ficaram surpreendidos e agradecidos, de tal ordem que me convidaram para voltar e saborear um menu de degustação um dia que voltasse ao Porto. Voltei a semana passada e não fiz cerimónia. Com ou sem convite voltaria a este restaurante para experimentar a carta de Primavera, por isso arrisquei o contacto.

O restaurante estava no mesmo lugar, com a mesma luz convidativa, casa cheia como sempre, mas desta vez fui de outra maneira: era convidada para saborear uma dança de pratos sem fim. E o que eu gosto de comer! 

Mal eu sabia que se seguiriam sete pratos, na verdade nem sei como consegui, ou consegui porque é tudo de um sabor genial, mas reparei que os meus pratos voltavam para a cozinha tão rapadinhos que deviam ter dúvidas se eram pratos limpos ou sujos.

E enquanto a dança de pratos ia e voltava, eu e o PAM falávamos sobre o que nos apresentavam na mesa, as entradas, os empregados, a decoração, a luz, a música. Até que eu perguntei:

- Arranja-me um defeito.

Silêncio e risos.

- Diz-me um restaurante em Lisboa que seja assim.

Não temos. Temos outros e bons, mas como este que encaixe tão bem nas nossas preferências, não temos.

E eu queria um BOOK em Lisboa. Todos temos aquele punhado de restaurantes aos que vamos sempre, dos quais somos clientes e se este existisse em Lisboa, era certo que estaria no nosso punhado. Não estando em Lisboa (e enquanto não fazem crescer um irmão por cá, que eu já pedi), faz parte das nossas preferências no Porto, que visitamos cada vez mais vezes.

O BOOK tem um ambiente espectacular, comentámos que até a escolha da música era perfeita. A luz e a decoração ajudam e, claro, daquela cozinha nascem maravilhas, trust me. E depois, não é daqueles restaurantes que levam o couro e o cabelo. Da primeira vez pagámos 30€ por pessoa, o que para este ambiente e qualidade culinária, não é mesmo nada do outro mundo, pelo contrário.

E este foi o banquete que se seguiu:



O Book é um restaurante onde se pode beber um Mojito à confiança, sabem fazê-los. E ao PAM levaram um Daiquiri nunca antes provado, mas era como se lhe tivessem lido os pensamentos, aquilo tinha a cara dele. Se eu tivesse provado antes teria dito imediatamente "isto é para o PAM".



De entrada, uma espécie de patanisca de bacalhau com puré de grão e cebola estaladiça. O puré, a cebola, o bolinho de bacalhau, cada um ou todos na mesma garfada, era genial. Foi dos pratos que mais gostei.



Também no meu top ficou este creme de lentilhas vermelhas com cogumelos. Pena a imagem ter ficado desfocada, mas o sabor desta sopa foi ditado pelo silêncio, deixámos de falar. Um sabor fabuloso, cremosa como se quer uma sopa, uma combinação fantástica juntar os cogumelos às lentilhas, e eu com um pacote de lentilhas vermelhas na despensa em casa a tentar perceber como se cozinha esta sopa. 



Mais uma entrada, uns cogumelos divinalmente recheados. E mais uma vez foi como se nos lessem os pensamentos, pois somos devoradores de cogumelos. Até o tempero da salada estava no ponto e os croutons eram especiais. E não, fomos às escuras, nunca nos perguntaram se tínhamos preferências ou se havia alimentos que não gostássemos. Eu adoro sentar-me a uma mesa e não ter ideia do que vou comer.



Para fazer um intervalo, um sorbet de citrinos e vodka, tangerina lá pelo meio, os Santinis desta vida que deitem as papilas a esta iguaria. Espectacular!



Prato de peixe: salmão folhado e batatinhas com molho tártaro. A sério, isto é tão, mas tão bom. A combinação da massa folhada, o salmão ao ponto com o centro de verdes, o molho com a acidez perfeita, um excelente casamento.



Prato de carne: leitão pequenino com molho de pimentas, uma salada espectacular (com citrinos para desenjoar) e uma salada de batata e cebolada. De todos, este era o prato que menos tinha a minha cara, pois não sou grande apreciadora de leitão (ainda assim comi tudo). O mesmo não se pode dizer do PAM, grande apreciador de leitão, que imediatamente arregalou os olhos e tudo devorou.



Sobremesa (ou sobremesas). Aqui já estava nas últimas, eu queria continuar mas não conseguia e tinha medo de acabar mal-disposta. Não consegui acabar com as sobremesas (falta de espaço!), mas provei todas mais do que uma vez. Da esquerda para a direita: tacinha de frutas com creme fresco, bolacha de chocolate e peta-zetas, o meu preferido! Ainda existem peta-zetas? O que eu gostei de ficar a ouvir os estalinhos no céu da boca. Ao centro, um crumble de pêra com gelado de canela (Santinis desta vida, olho neste gelado) uma excelente sobremesa quente de inverno. E à direita, um tiramisú com leite condensado e tudo o que leva café já se sabe que me perco. Ao ouvir 'tiramisú', o PAM já se estava a desiludir, "este não é para mim", provei, disse que devia provar e como resultado comeu tudo, o homem que nunca come doces não deixou ficar nada e disse que era o preferido dele.


A equipa da cozinha e da sala do restaurante é aquela que se vê nas primeiras fotos. Estava à espera de encontrar uma equipa de 10 pessoas na cozinha, mas são três espectaculares que dão conta do recado e o chefe que não cheguei a conhecer porque só me lembrei de pedir para ir à cozinha agradecer já tarde. Na sala já eram mais do que na cozinha e todos, mas todos, se observam bem-dispostos e amigos, o que faz toda a diferença.

No fim, já com o Mojito a ditar a disposição, acrescido do vinho que infelizmente não fotografei mas que era óptimo (quase juro que tinha uma ave no rótulo), lá pedinchei fotos com as equipas, quase na hora de fecho, já com a sala mais vazia, num ambiente super descontraído, sem cerimónias, pessoas do norte mesmo porreiras.

Se eu tivesse um restaurante, era com uma equipa destas que eu quereria trabalhar.

Não poderia recomendar mais este restaurante no Porto. O BOOK é um restaurante de visita obrigatória.


Obrigada ao BOOK por este convite tão espectacular. Bravo!


26.3.15

Coisas que uma mãe descobre (e de que ninguém fala)



Há umas semanas a Filipa enviou-me este livro e, conhecendo o descontraído blogue da Filipa no que respeita à maternidade, já estava à espera de umas gargalhadas. E isto é muito bom, mas achei que dificilmente escaparia à censura da polícia da maternidade perfeita. Eu que o diga, só de dizer que não sou apreciadora de crianças aos gritos num restaurante, rapidamente já fui acusada de selvagem, desejaram que nunca fosse mãe e há sempre quem me deseje desgraças e abortos. 

Não tive dúvidas, a avaliar pelo que escreve, a Filipa Fonseca Silva já deve ter recebido fraldas sujas no correio com mensagens queridas desenhadas a cocó: "não devias ser mãe". Loucas à parte, recomendo a leitura deste livro, para mães e não-mães e considero que devia ser de leitura obrigatória para mães extremosas-obcecadas, a ver se se tornavam menos fatalistas. 

Com esta recomendação, logo me deram conta do que estava a acontecer num grupo de mães. Estes grupos são umas seitas parecidas com a Al-Qaeda, no lugar de armas empunham mamas e dão largas à sua missão de maldizer as infiéis (as mães que pensam de forma diferente da delas). E quem pensa de forma diferente é porque tem traumas de infância, porque foi infeliz, porque tem mau sexo, porque ninguém gosta dela e acusações do género de elevado interesse. Mãe que transmita uma opinião menos amorosa da maternidade, temos caldo entornado, está a missão aberta.

Ora, o livro da Filipa diz logo na contra-capa "AVISO", em letras garrafais: "este livro destina-se a pessoas com grande sentido de humor e que não acham que ser mãe é a melhor coisa do mundo. Se não se revê em frases como «férias com crianças não são férias» ou «amamentar é uma seca», leia por sua conta e risco". No fundo já sabia ao que ia.

E apesar do aviso o que é que elas fizeram? Passaram-se. Encheram a página da Filipa de comentários ordinários, gentes com o mais profundo desrespeito pela diferença de opinião num assunto sem qualquer gravidade que transformaram num monstro.

Gosto tanto deste tipo de mulher como de comer mousse com arame farpado.

E nisto, há uma Cristina, certamente com a vida mais vazia, que não só envia um protesto para a Bertrand Editora, como publica o texto em busca de aprovação de outras mães, palmadinhas nas costas e um coro de bravos!, de forma preencher as suas necessidades de atenção claramente rejeitadas. Há pessoas mesmo desinteressantes.

Na Bertrand Editora, que escolheu o livro para publicar (logo, gostaram dele), é evidente que reviraram os olhos. Ora leia, se conseguir:



O que a Cristina não se lembrou, é que nem todas as mulheres são estúpidas e que o facto de existir um livro que dá uma visão divertida e ligeira sobre a maternidade, não determina o sentimento de nenhuma futura grávida, nem promove a desinformação porque, espero, a maior parte terá inteligência suficiente para perceber que aquilo se trata de uma visão pessoal e que mães e grávidas não serão todas iguais. Mau são os livros sobre maternidade que retiro das prateleiras e dão uma visão espectacular da coisa, esses sim, fazendo com que as mulheres se sintam culpadas por não sentirem toda a felicidade e brilho que os outros esperam que sintam.

Eu admito perfeitamente que possa existir quem não goste do livro, quem não entenda o humor, quem não queira comprar, quem não compreenda a autora. Mas não consigo compreender esta fúria descontrolada e doentia vinda de mulheres que querem fazer um "protesto silencioso" no lançamento do livro, levar bebés, colocar mamas de fora e dar-lhes de mamar na sala. E isto é para mostrar o quê exactamente? Acham que a autora vai ter vergonha? Acham que vão estragar a apresentação? Que o livro deixa de ser publicado? O que acham que vai sentir uma mulher que já lançou vários livros no mercado e é a única portuguesa no TOP 100 da Amazon? Vocês são muito pequeninas, criaturas.

No vídeo, a autora nem sequer se refere à amamentação como um "sim" ou um "não". A autora optou até por amamentar, apenas brinca com isso, pelo que nem poderão dizer que "não sabe". O que a autora fez foi humor com o desconforto de ter mamas cheias, o facto de se cansar de estar sempre a dar de mamar parecendo que não se faz outra coisa (daí o termo «vaca», unicamente por dar leite e sem qualquer outro conceito negativo) e, por isso, ser «uma seca». E eu não tenho dúvidas que bom ou mau, dar de mamar deve ter os seus momentos de revirar os olhos e pensar "lá vou eu outra vez!". E pergunto: que mal tem dizer, pensar ou escrever uma coisa destas?

Mais longe vou eu, o meu maior interesse em dar de mamar é ficar com elas mais pequenas. Não tenho qualquer dúvida que se me custar, se sinto que não faço outra coisa, se me limitar a vida porque mais ninguém o pode fazer por mim, no mesmo segundo passa a leite em pó, sem hesitações e sem dramas. Mas é que para mim é uma decisão tão simples como ir ali buscar um copo de água. Eu não mamei e não me matou. Muitas das mães extremosas mamaram e não ficaram inteligentes por isso.

A minha grande questão com as mães extremosas é a sua intolerância. Enquanto as mães ditas normais apreciam poder optar por dar de mamar ou não, não julgando ninguém, as mães extremosas têm sempre o dedo em riste prontas a dar uma lição. Adoram ser mártires, provar ao mundo que foram melhores que outras: "o meu filho até bolsava sangue que eu deitava dos mamilos, mas consegui!". Bravo!

Enquanto a mãe normal conta como fez e deixa em aberto a opção das outras, a mãe extremosa conta como fez e diz como SE DEVE fazer. Elas é que sabem, o resto é amador.

É evidente em todo o livro que a autora relata uma experiência pessoal que retirou dela e da observação de pessoas próximas. Não há nada no livro a querer convencer uma mãe a não dar de mamar, a contrariar recomendações da OMS ou da UNICEF, mas é evidente que há no FB desta autora um bando de malucas que fazem acusações sobre afirmações que não se encontram em lado nenhum no livro. A conclusão é que a maternidade as afectou de tal modo que deixaram de saber ler e interpretar textos. Há inclusive uma pessoa que comenta chamando a autora de vaca. Ao clicar neste perfil, vemos que esta comentadora é psicóloga.

Por último, voltando ao protesto, a Cristina reprova o livro, dizendo-se ofendida como se ali estivesse impresso o nome dela. Afirma que não volta a entrar na Bertrand até reverem os critérios editoriais, esquecendo que o livro não é de venda exclusiva na livraria Bertrand, é antes da Editora Bertrand e está à venda nas outras livrarias, até na FNAC onde vai ser a apresentação do livro como podem consultar no convite abaixo. E isto não faz da Cristina uma pessoa muito esperta (aos meus olhos, opinião pessoal), pelo que a mim me diz que a amamentação é bom, claro que sim, mas não é fundamental. 

Em comparação, saberá a Cristina que se pode encontrar o Mein Kampf nas várias livrarias? Ou na verdade, saberá o que é o Mein Kampf?

Havia em Portugal um menino que controlava tudo o que era publicado e era preciso esconder livros, arriscando prisão no caso de serem encontrados. Voltamos a esse tempo? Não parece excessivo, lunático até, enviar uma carta destas a uma editora, por causa de um livro simples destes, mais ainda quando a editora fez uma opção de publicação e é evidente que se está nas tintas para a sua opinião? Acha-se assim tão especial?

Em suma, a minha visão é: quem quer dar de mamar dá, quem não quer não dá, quem gostou de estar grávida óptimo, quem não gosta esperemos que passe rápido, quem gosta de brincar com crianças óptimo, quem não tem paciência não se deve sentir culpada e por aí fora. 

As mães extremosas são como os fundamentalistas religiosos, sempre a pregar o que os outros devem acreditar, cheias de certezas e sem dúvidas. Mas nunca se viu um ateu incomodar um religioso para deixar de ter religião.




Esta imagem do livro é-me especialmente querida, pois sou uma grande apreciadora de mojitos. Acredito que ser mãe seja espectacular, no meio de mil coisas horríveis que muitas mulheres dispensariam se pudessem, mas que não podem dizer para não serem apedrejadas. No fundo, são estas mães extremosas que querem promover a desinformação eliminando a possibilidade de leitura de outras realidades que futuras mães podem sentir e, não havendo com quem se identifiquem, aí sim podem sentir-se culpadas. O mal não está na Filipa, autora, está nas mães extremosas que querem limitar aquilo que se pode pensar, escrever ou dizer sobre a maternidade. E eu quero poder ler de tudo. Já ouvi falar de partos horríveis e isso não determina se vou ter filhos, mas fico a saber que há partos bons e maus. Ler opiniões diversas, fundamentadas, nunca fez mal a ninguém e depois disso uma pessoa logo decide com o que concorda.

E acredito também que mesmo sendo mãe, vou adorar ter as crianças em casa dos avós enquanto me refastelo numa praia tropical com um mojito na mão e dou uns mergulhos com o meu mais que tudo. 




Aqui ficam os comentários de mães a precisar que alguém lhes dê atenção (ou um mojito). Não gostam, nunca leram o livro sequer, não admitem que alguém possa brincar com as fases da maternidade, mas não arredam pé da página. São mulheres cheias de direitos de se expressarem, mas sem nenhum dever de o fazerem de forma ordeira, educada e argumentada. 

Na falta de argumentos, atiram-se pedras.




24.3.15

Um dia mato este gajo #48

A seguir ao ginásio, o homem comunicou-me que ia passar pelo supermercado. Então aproveitei para responder com uma singela lista de coisas para me trazer.

E eis que o homem se depara com um problema: não tem sacos.




O que faz uma mulher quando não tem sacos? Soluciona o problema comprando sacos, sem mais assunto.

O que faz um homem quando não tem sacos? Pergunta o que faz, pede uma solução à mulher.

E a mulher, claro, aproveita o momento para gozar. Se não há sacos que carregue as compras nos braços e venha pela rua fora em equilíbrio digno de Cirque du Soleil, sem deixar escorregar coisa nenhuma.

E o homem ainda acha que estou a falar a sério. Então puxo do argumento "há que poupar" e lembro que ele pode criar mais músculo. Para chegar à motivação de um homem, nada como tocar-lhe no ego. E ainda me envia fotos para ver a quantidade de mercearias, a ver se me dá a misericórdia.

Chega a casa quando estou a acabar de escrever este texto, vê-me a rir para o computador e pergunta: estás a rir do quê? Estás a escrever mal de mim?

A minha vida com ele é linda!


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